quarta-feira, maio 24, 2006

dois textos do nominimo de hj. que me chamaram a atenção por motivos aparentemente diferentes, mas que acabam falando sobre a mesma coisa.

...........................

Astronauta macunaíma

Não passou nem um mês da volta de sua odisséia no espaço… e o primeiro astronauta brasileiro, o tenente-coronel Marcos Pontes, pediu para entrar para a reserva. Além de se aposentar com o salário integral (R$ 5 mil líquidos), o que ele ganha com isso? Agora poderá cobrar por palestras. Detalhe: Pontes tem apenas 43 anos. Mais um detalhes: a missão custou US$ 10 milhões ao Brasil.

De acordo com reportagem do “Estadão”, a decisão pegou muito mal na Agência Espacial Brasileira (AEB) e no Ministério da Ciência e Tecnologia. Eles imaginavam – como todos os que têm bom senso – que, além de atuar como garoto propaganda do programa espacial, Pontes poderia trabalhar na formação de novos astronautas. Vai nada. Vai trabalhar em proveito próprio. No seu site, existe um ícone só para contratá-lo para palestras. É bom lembrar que, antes da viagem, surgiram denúncias de que Marcos Pontes lucraria com a venda de lembranças com seu nome e com a realização de palestras – o que é proibido pelo Código Militar. Fora da Aeronáutica não haverá esse problema. Ele deixa de ser um astronauta e passa a ser um turista espacial – financiado com dinheiro público.

Em entrevista ao “Estadão”, o presidente da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), Ennio Candotti, que sempre criticou a missão do astronauta, reagiu com ironia ao afastamento de Pontes. “Agora ele deve vender bonequinhos”, afirmou.

Quantos bonequinhos Marcos Pontes precisaria vender para ressarcir aos cofres públicos os US$ 10 milhões gastos no seu passeio pelo espaço?

Publicado por Luiz Antonio Ryff - 24/05/06 11:38 AM

...........................

Porque ele queria

Andrew Martinez era um sujeito pacato, mas excelente aluno – de matemática a história – e ótimo atleta. Não à toa passou para a Universidade da Califórnia em Berkeley, em 1992, uma das melhores escolas dos EUA.

Era um não conformista bem-humorado também: e decidiu andar nu pelo campus. Berkeley não é qualquer escola, é a mais aberta e tolerante do país. Então quase deu certo. Martinez andava nu, um dia o prenderam – foi à Justiça e ganhou o direito, outros estudantes fizeram um protesto no gramado.

A coisa azedou quando a universidade achou que um limite estava realmente sendo ultrapassado ali. Baixou um estatuto para deixar claro que nudez não era permitida. Martinez não se vestiu, foi expulso.

Continuou na prática de judô, trabalhou num livro.

O resto de sua vida não foi boa: internaram-no em clínicas para doentes mentais, entupido de remédios, envolveu-se em brigas, foi preso. Suicidou-se segunda-feira, na cadeia, com uma sacola plástica enrolada à cabeça.

Nunca nenhum médico conseguiu dar um diagnóstico exato de qual era sua doença, quais os sintomas. Talvez fosse apenas um não conformista.

Os amigos dizem que era boa praça. via Sexoteric

Publicado por Pedro Doria - 23/05/06 7:24 PM


segunda-feira, maio 22, 2006

eu, aquela que não veste a camisa.

domingo, 20h e pouco.
eu, muito confortavelmente grudada no sofá, vendo filminho.

toca o telefone, levanto pra atender.

"oi, aqui é a fulana do tal lugar, tudo bem?"
"oi fulana," (ainda tentando ligar o nome à pessoa) "tudo bem?"
"tuuuudo! olha, essa semana vamos ter trabalho, como estão as coisas pra vc?"
"hmmm, essa semana eu tô meio apertada."
"ah, então tá. qdo tiver mais alguma coisa eu te ligo."
"tá bom."

fiquei imaginando a coitada em casa, em plena noite de domingo, com fichas e fichas de candidatos e tendo que resolver esse tipo de problema.
se for pra eu passar por isso, que seja em alguma coisa que me dê pelo menos um pouco de prazer além do (pouco) $.
fiquei estressada só de pensar na situação.


não, eu não visto a camisa mesmo.

domingo, maio 21, 2006

eu tava vendo um documentário sobre a história dos tranquilizantes no discovery home & health, chamado in pills we trust (foi traduzido como fé na pílula). bem interessante, começava falando da explosão da sociedade de consumo no pós guerra, no aumento da velocidade da vida, no stress do cotidiano e no poder da indústria farmacêutica.
queria ter visto até o fim, mas dormi antes.
provavelmente efeito acumulado das tais pills dos tais laboratórios poderosos.

e o google me fez ver que não foi só comigo que isso aconteceu:

"Last Wednesday I fell asleep from too much GBL. Ironically while watching a program on Discovery about tranquilizers, called 'In Pills We Trust'. ;-)"
(daqui)

quarta-feira, maio 17, 2006

Complicações da vida saudável
Pedro Doria, nomínimo

No limite, comida saudável é o frango criado no jardim de casa, alimentado com cereal plantado por ali sem qualquer químico no adubo. O pescoço do bicho há que ser quebrado pela mão do cozinheiro – mas aí é pedir demais. Talvez seja bem aceitável o modelo norte-americano do Whole Foods Market, uma cadeia nacional de lojas cujas ações valem 63 dólares na bolsa – valiam quase 3 quando abriu capital, em 1992. Só vende orgânicos.

A New Yorker da semana, no entanto, traz à tona a discussão: o que é orgânico? Na Whole Foods, vende-se coisa que não tem agrotóxico, mas é tudo produzido em fazendas com escala industrial. E para levar a Nova York a alface plantada na Califórnia gasta-se em gasolina muito mais em caloria do que a pobre folha tem em si para oferecer. É orgânico. Mas não é desenvolvimento sustentável.

Quer dizer: saudável mas, na cadeia da produção, tripudia com o meio-ambiente só um quê menos que o tomatão vermelho, bonito e sem defeitos com um gene de morcego implantado. Então qual o conceito de orgânico? No fundo, a discussão é: para que se come orgânico? É um prato ordinário embora mais saudável? Ou é um conceito, uma ideologia, uma crença num mundo melhor?

Produtores locais nem sempre têm mercado o suficiente para se sustentarem. Aliás, às vezes precisam mesmo de grande escala para a produção.

E a discussão sequer é tão simples quanto um ou outro conceito de orgânico. Sem a comida produzida em fazendas industriais, com aditivos químicos e genes de morcego, provavelmente não dá para alimentar todo mundo. Ponto. Orgânico é produto para elite – ou para um planeta com um quarto de sua população.

Ao menos, é assim que descreve o processo a New Yorker.

terça-feira, maio 16, 2006

More urban freegans are disgusted that our culture exploits humans, animals, and the planet for
resources we don't even use feel a sense of responsibilty to ensure that the resources being consumed by this civilization do not needlessly go to waste.
...
The Earth is NOT here for us to exploit, own, or dominate--it is our community and our home to share with all living beings.


...

(adam weissman, freeganworld list)

segunda-feira, maio 15, 2006

pois enquanto o mundo explode, mta gente fica gastando o tempo tentando fazer piadinhas sobre o assunto, procurando culpados instantâneos e fazendo pose de folha de são paulo.

ninguém parece querer uma discussão mais aprofundada no tema.

eu sei que a discussão teórica não vai resolver, por si só, todos os problemas do mundo. mas não posso aceitar manter uma conversa superficial sobre um assunto sério.

e também não vou usar o blógue como masturbação intelectual.

enquanto o mundo explode
chico science & nação zumbi

a engenharia cai sobre as pedras
um curupira já tem o seu tênis importado
não conseguimos acompanhar o motor da história
mas somos batizados pelo batuque
e apreciamos a agricultura celeste
mas enquanto o mundo explode
nós dormimos no silêncio do bairro
fechando os olhos e mordendo os lábios
sinto vontade de fazer muita coisa...

domingo, maio 14, 2006

o boletim fóquiú adverte:
o excesso de mineiridade pode causar crises alérgicas intensas, vômitos e queda de imunidade.

mas o álcool cura tudo.
dessa vez, o gin.
beefeater, inglês.

segunda-feira, maio 01, 2006

.put a little love in your heart. diz:
oi ...
... diz:
oi
... diz:
to saindo para trabalhar
.put a little love in your heart. diz:
hj?
... diz:
daqui a pouco conversamos
... diz:
hoje, segunda
.put a little love in your heart. diz:
pensei que 1 de maio fosse feriado aí tb
... diz:
nao, isso é feriado comunista
.put a little love in your heart. diz:
tao tá
... diz:
tchau
.put a little love in your heart. diz:
tchau

domingo, abril 30, 2006

como eu disse, o méxico liberou o porte de drogas em pequenas quantidades.
a cnn tb soube disso.

*********
dica de site: suaveattitude, jóias eróticas.
dois exemplos:










carlos, pendente feito a mão tb.
joseph, anel feito a mão e...

sábado, abril 29, 2006

curiosamente, hj li dois textos falando sobre as dogras e sua (des)criminalização. a minha pessoa, enquanto indivídua da - até onde eu sei - espécie humana, é contra campanhas que inibem o consumo das dogras baseando-se em conceitos como a culpa e o medo.

como disse o pedro doria em artigo nominimo, sobre o fato do méxico ter liberado o porte de dogras em pequenas quantidades:
Cá estamos, humanos, faz uns 110.000 anos mais ou menos no planeta e nos intoxicamos desde sempre, procuramos estados alterados de percepção. Seja no café ou na cerveja, no tabaco ou na maconha, na cocaína ou na heroína.

arnaldo bloch tb abordou o assunto em sua coluna no globo, de maneira mais genérica, mas propondo a discussão da questão.

eu concordo. e acho que tá tudo errado no mundo.
ok, quase tudo.

domingo, abril 23, 2006

Put a Little Love in Your Heart
Jackie Deshannon

Think of your fellow man
lend him a helping hand
put a little love in your heart.
You see it's getting late
oh please don't hesitate
put a little love in your heart.
And the world will be a better place
and the world will be a better place
for you and me
you just wait and see

Another day goes by
and still the children cry
put a little love in your heart.
If you want the world to know
we won't let hatred grow
put a little love in your heart.
And the world will be a better place
and the world will be a better place
for you and me
you just wait and see

Take a good look around and
if you're lookin' down
put a little love in your heart
I hope when you decide
kindness will be your guide
put a little love in your heart.
And the world will be a better place
and the world will be a better place
for you and me
you just wait and see
put a little love in your heart each and every day
put a little love in your heart there's no other way
put a lttle love in your heart, it's up to you
put a little love in your heart...

terça-feira, abril 18, 2006

eu não queria ter que voltar pra casa deles.

domingo, abril 16, 2006

assustei qdo vi uma fernanda não-sei-o-que assinando uma matéria no nytimes de hj.
fui pesquisar e descobri que ela é uma escritora americana, nativa de nyc, mas vive na frança.
até tem livro dela, traduzido para o português, à venda no brasil.

que coisa.


.
.
.
.
.

o que a gente não faz pro tempo passar, não é mesmo minha gente?

ontem à noite, no programa milênio (globonews), silio boccanera entrevistou tarik ramadan, filósofo, muçulmano, nascido na suíça, onde seu pai foi exilado depois de ser expulso do egito por comandar uma organização terrorista fundamentalista chamada irmandade muçulmana. professor universitário na europa, tarik foi impedido de entrar nos eua - para dar aulas na universidade de notre-dame - por causa do patriot act.

mas o que eu achei interessante na entrevista foi a parte em que ele falou sobre tolerância e respeito. assim como rainer forst recentemente escreveu sobre o assunto, tarik ramadan considera a tolerância insuficiente para resolver os problemas político-religiosos atuais. tolerar significa suportar e até mesmo ignorar o outro. já o respeito aparece à medida em que conhecemos o outro e o reconhecemos como outro.


fóquiú tb é cultura.

obs: eu tolero beatles. mas num domingo de manhã até tolerar é difícil. a qq momento vou virar zen-budista por exercitar tanto minha paciência.

sábado, abril 15, 2006

momento "ah, se eu fosse rica e consumista":



Travel case with reinforced base and grey cotton car print lining. Extendable aluminium handle that folds away. Canvas handles with leather trim.
100% vinyl.


code: BCBS56T/056 SMALL WHEELIE TRAVEL CASE
colour: BLUE
dimensions: height 46cm, width 41cm, depth 23cm.

price: £ 220.00

sexta-feira, abril 14, 2006

o oráculo do orgut anuncia:

Sorte de hoje:
Há uma carta ou mensagem alegre chegando para você

THERE IS A LIGHT THAT NEVER GOES OUT
(The Smiths, written by Morrissey and Johnny Marr)

Take me out tonight
Where there's music and there's people
Who are young and alive
Driving in your car
I never never want to go home
Because I haven't got one anymore

Take me out tonight
Because I want to see people
And I want to see life
Driving in your car
Oh please don't drop me home
Because it's not my home, it's their home
And I'm welcome no more

And if a double-decker bus
Crashes in to us
To die by your side
Is such a heavenly way to die
And if a ten ton truck
Kills the both of us
To die by your side
Well the pleasure, the privilege is mine

Take me out tonight
Take me anywhere, I don't care
I don't care, I don't care
And in the darkened underpass
I thought Oh God, my chance has come at last
But then a strange fear gripped me
And I just couldn't ask

Take me out tonight
Oh take me anywhere, I don't care
I don't care, I don't care
Driving in your car
I never never want to go home
Because I haven't got one
No, I haven't got one

And if a double-decker bus
Crashes in to us
To die by your side
Is such a heavenly way to die
And if a ten ton truck
Kills the both of us
To die by your side
Well the pleasure, the privilege is mine

There is a light that never goes out
There is a light that never goes out
There is a light that never goes out
There is a light that never goes out


(countdown: 2)


quinta-feira, abril 13, 2006

12/04/2006


Ibope - Pirataria vai além de CD, DVD e software

De todas as roupas vendidas no país, 29% são versões falsificadas das marcas originais. Dos brinquedos comercializados, 24% são imitações dos sucessos infantis. Dos tênis, 16% são "genéricos" dos ícones da moda. E, segundo reportagem do Valor Econômico, quem consome toda essa pirataria não é só a classe baixa. Muitas pessoas de alta renda compram, embora nem sempre assumam. Cerca de 77% dos consumidores brasileiros admitem já ter adquirido algum produto pirata nestas categorias.

Considerando-se apenas os três setores acima - roupas, brinquedos e tênis -, a pirataria representa uma perda de 23 bilhões de reais ao ano no faturamento das indústrias nacionais e faz com que 12,8 bilhões de reais em impostos deixem de ser arrecadados. Os dados são de uma pesquisa realizada pelo Ibope para o Instituto Dannemann Siemsen (IDS), a Câmara de Comércio dos Estados Unidos e o Conselho Empresarial Brasil-Estados Unidos (seção americana).

"É uma compra consciente, intencional, justificada pelo preço que pode ser até 75% menor na versão pirata" , diz José Henrique Werner, conselheiro do IDS. Segundo ele, o objetivo da pesquisa é mostrar para as autoridades que os altos índices de pirataria vão além dos CDs, DVDs e softwares, categorias para onde estão focadas as ações de repressão.

A pesquisa foi feita nos três maiores centros de consumo do país: São Paulo, Rio de Janeiro e Belo Horizonte. De acordo com Werner, existe hoje uma preocupação especial com a capital mineira, que está virando um pólo de distribuição de produtos pirateados para outras regiões do país. "Com o aumento da repressão em mercados como São Paulo, o crime organizado foi para Belo Horizonte."

Foram entrevistados consumidores com idade acima dos 16 anos. Entre os mineiros, 84% compram sempre ou já compraram pelo menos uma vez produtos piratas. Entre os cariocas, este índice é de 78%. Entre os paulistanos, 69%.

Os dados serão levados ao Conselho Nacional de Combate à Pirataria e às autoridades municipais e estaduais ligadas à repressão. Os patrocinadores da pesquisa, entre eles a fabricante de brinquedos Mattel, esperam que os resultados contribuam para o planejamento das ações de repressão.

quarta-feira, abril 12, 2006

ah, eu me divirto com a viagem.
a chatinha da patinha só aparece em cena pra alguém mandar ela tomar banho, brincar lá fora, escovar os dentes ou coisa parecida. fazem de tudo pra menina sumir rapidinho.
podiam fazer isso com o dudu, o tato e o médico nojento tb.

terça-feira, abril 11, 2006

eu não concordo.
inclusive pq nunca vi esse filme.





Você é "O ódio" de Mathieu Kassovitz. Você é inconformado(a), revoltado. Vive se metendo em brigas, mas tem muita atitude.

Faça você também Que
bom filme é você?
Uma criação deO
Mundo Insano da Abyssinia


segunda-feira, abril 10, 2006

(vontade de tentar deixar o cabelo crescer)



'Custard Venus', 2006
Kate Marshall
Acrylic on board 30" x 33"
£1250 / $2400

um objeto de ódio profundo: acordar com o despertador alheio.

domingo, abril 09, 2006

da fsp de hj:


São Paulo, domingo, 09 de abril de 2006

MENTE SÃ

É o índice de moradores dessa região que necessita de tratamento, diz estudo ligado à OMS que já ouviu 3.000 pessoas

10% da Grande SP precisa de psiquiatra
DANIELA TÓFOLI

DA REPORTAGEM LOCAL

Um em cada dez moradores da Grande São Paulo, a maior região metropolitana do país, precisa de tratamento psiquiátrico. É o que diz um levantamento executado pelo Hospital das Clínicas para um estudo que a Organização Mundial da Saúde (OMS) promove em 28 países. A pesquisa São Paulo Megacity também indica que cerca de 40% dos moradores dessa região sofrem de algum tipo de transtorno psiquiátrico -leve, moderado ou grave.
Os números, altos, não assustam os médicos, já que levam em conta todas as doenças psiquiátricas -de dependência à nicotina a síndrome do pânico, incluindo depressão e bulimia. As estatísticas fazem parte do levantamento preliminar da pesquisa, que visa determinar a incidência e o tipo de transtornos psiquiátricos que vêm atingindo a população.
A pesquisa integra o Estudo Mundial de Saúde Mental Social, da OMS, promovido em países como EUA, França, Alemanha, Nigéria, Colômbia e México.
No Brasil, ela teve início em maio do ano passado e deve levar mais um ano para ser concluída. Já foram entrevistados cerca de 3.000 habitantes da Grande São Paulo (de todas as classes sociais, com 18 anos ou mais, divididos por sexo), e serão ouvidos mais 2.500. "Cerca de 40% desses 3.000 pesquisados mostraram algum tipo de transtorno, mas ainda não sabemos quantos são leves, graves", diz a coordenadora do projeto, Laura Helena Silveira Guerra de Andrade. "A estimativa é que cerca de 10% precisam de tratamento." Este pode ser uma terapia ou incluir o uso de remédios.
Miguel Jorge, professor do departamento de psiquiatria da Unifesp, diz que as estatísticas comprovam o que acontece nos hospitais. "Se considerarmos as dependências aos produtos químicos, como álcool e nicotina, os transtornos devem atingir cerca de 40% da população", afirma. "E acredito que o número de pacientes que precisam de tratamento em algum momento da vida pode chegar a até 20%. Essa pesquisa nos dará mais dados."
A São Paulo Megacity é formada pela fase domiciliar, onde as pessoas são ouvidas em casa, e pela hospitalar, na qual cerca de 750 entrevistados serão acompanhados por médicos do HC. "Faremos exames psiquiátricos, clínicos e até genéticos para encontrar as causas dos transtornos", diz Andrade. "Ela está no início. Por enquanto temos 70 pacientes."
Dos países participantes do estudo, 14 concluíram seus projetos e estão apresentando resultados. Na Nigéria, 80,9% apresentaram algum transtorno em até 12 meses antes da entrevista. No outro extremo vem a China, com 4,3%.
As doenças mais comuns, excluída a dependência da nicotina, são ansiedade e depressão. "Por aqui, os dados não deverão ser muito diferentes", diz Andrade. "As mulheres sofrem mais dessas doenças. O homem tem mais dependência química, como a do álcool. Com dados concretos, poderemos melhorar as ações do sistema público de saúde."
A ansiedade e a depressão, diz, têm se tornado cada vez mais comuns. "Além de termos diagnóstico mais preciso, o cotidiano está mais estressante. Recebemos informações de todos os lados e temos cada vez mais tarefas."
Um dos exemplos mais comuns é a busca à todo custo pela magreza. "Mulheres mais radicais não correm o risco só de ter bulimia. Podem apresentar depressão, ansiedade e até fobia. A prevenção deve focar na troca de hábitos."

sexta-feira, abril 07, 2006

na coluna da mônica bergamo, fsp de hj:

Em um debate programado para celebrar uma união de milionários e miseráveis, o rapper MVBill deixou sem resposta o único questionamento dissonante da noite. Era o protesto da socióloga Lúcia Mineiro, que depois contou à coluna que se sentiu "um peixe fora d'água" no lançamento do livro "Falcão - Meninos do Tráfico", assinado por Bill, no luxuoso Terraço Daslu.
Seu discurso:


"Estamos aqui na Daslu, no templo do consumismo! Isso aqui também é responsável pela violência."

(...)

Rosana, líder comunitária que defendeu a Daslu ao microfone após o protesto da socióloga, emocionou as clientes da loja presentes ao encontro. A empresária Verane Murad Lemes Soares, dona da Viação Andorinha (blusa preta Glória Coelho, cachecol Reinaldo Lourenço), chorou.

Verane Murad Lemes Soares - O que essa mulher [Lúcia] falou não tem nada a ver! Misturou consumismo com violência! Estamos aqui num evento tão bonito...

*

Eliana Tranchesi também se chateou com a reclamação. "Ela tem que entender que o consumo é bom! Nós, empresários, geramos empregos, pagamos impostos, gente! Não é rico contra pobre!" Eliana, que é investigada por sonegação fiscal, se sente perseguida.


*************

e na coluna do sérgio rodrigues, nominimo:

Eca

07.04.2006 | Já que o Conselho de Ética está se desmilingüindo por falta de matéria-prima na Câmara, que tal substituí-lo pelo Conselho de Eca?

Eca, como se sabe, é uma palavra profundamente brasileira – o que lhe confere uma vantagem clara sobre “ética”, que tem raízes estrangeiras (gregas), ou seja, suspeitas.

Substantivo feminino e principalmente interjeição, eca designa algo nojento ou exprime o próprio sentimento do nojo, da repulsa. O Houaiss supõe que tenha origem na expressividade do som, aproveitando o fato de que o sufixo “eca” – de meleca, fulustreca – costuma ser pejorativo.

Cidadãos, nunca na história deste país uma medida ousada se fez tão necessária. O Conselho de Eca é a salvação da instituição parlamentar.


quinta-feira, abril 06, 2006

sonhei que tinha ido parar no japão.
mas era um japão meio paraguaio.
e eu só conseguia comer batata frita.

quarta-feira, abril 05, 2006

momentos...


1) pensando, pensando.

"A vontade de um homem não pode estar completamente sujeita a jurisdição alheia, porquanto ninguém pode transferir para outrem, nem ser coagido a tanto, o seu direito natural ou a sua faculdade de raciocinar livremente e ajuizar sobre qualquer coisa. Por conseguinte, todo poder exercido sobre o foro íntimo se tem por violento, da mesma forma que se considera ultrajar e usurpar o direito dos seus súditos um soberano que queira prescrever a cada um o que deve admitir como verdadeiro ou rejeitar como falso, e até as opiniões em que deve apoiar-se na sua devoção para com Deus: porque tudo isso pertence ao direito individual e ninguém, mesmo que quisesse, poderia renunciar-lhe." (Espinosa, no Tratado Teológico-Político)

pois então.
(desconsiderando qq ligação entre minha opinião e a relação que espinosa faz com deus.)
eu sei que nesse país existe uma lei que considera a pirataria um crime. isso não quer dizer que só pq nasci e vivo aqui nesse momento, tenho que concordar automaticamente.
espinosa defendia a liberdade de pensamento e expressão, mas não a de ação. condenava ações que fossem motivadas pelo ódio ou pela idéia de destruição.
o que me faz ser a favor da pirataria (estou falando especificamente de música, cds e tal) não tem nenhuma relação com ódio, muito pelo contrário. se bobear, é até meio hippie (*arrepios de pavor e vergonha*).
a quem essa lei favorece? às gravadoras e aos artistas que acham mais importante ganhar dinheiro do que divulgar seu trabalho. não, eu não sou hippie. sei mto bem que todo mundo precisa de algum meio pra ganhar algum $ e pagar todas as contas. posso ter uma imagem ingênua e romântica dos músicos, mas eu imagino que quando se cria alguma coisa que é considerada bonita ou importante ou seja lá qual for o adjetivo, o que se quer é que mais pessoas conheçam essa coisa. pra que amarrar isso?
agora falando da pirataria em geral (que, além das músicas, inclui softwares, falsificações de marcas e etc.):
falar que a indústria da pirataria acaba com empregos não é desculpa. pq ela cria muitos empregos tb, mesmo que sejam informais.
a lei contra a pirataria só beneficia àqueles que já têm muitos benefícios. como o sr. bill gates se enriquece mais e mais? e pq eu (e mais um monte de gente) mudei do i.e. pro firefox?
a pirataria não paga impostos? sei.
quem é mais influenciável e besta: a pessoa que paga um absurdo por uma bolsa original LV ou a que paga 10 vezes menos (o que ainda é muito) para uma falsificada? os dois tipos de pessoas só estão interessadas no status.
não vou fazer desse tema uma tese. só quero afirmar: sou a favor da pirataria e da democratização da informação e não concordo com a lei que a considera um crime.



2) vendendo o peixe. ou melhor, dividindo a soja.*

pra quem quiser baixar ótimos cds gratuitamente, nada melhor que o blog mercado de pulgas. música pra todos os gostos, textos bem escritos, informações, links e tudo mais.

(*já que é de graça, não tamos vendendo. sobre o peixe: todos sabem que eu nunca sairia por aí vendendo ou distribuindo peixinhos mortos pra matar a fome de ninguém. a soja é uma ótima alternativa. e que me chamem de chata, ativista ou o que for, hehehe!)

segunda-feira, abril 03, 2006

acabei de ver um dos cold case que mais me emocionaram.
detention, episódio 12 da 3a. temporada. foi ao ar nos eua dia 15 de janeiro.


sun·beam
n. A ray of sunlight.

[Middle English sunnebem, from Old English sunnebam(translation of Late Latin columna lcis, pillar of light) : sunne, sun; see sun + bam, tree, building post; see beam.]

Word History: Though the period of European history from the 5th to the 11th century is often called the Dark Ages, writers and scholars of the time in fact did much to preserve and extend the light of civilization. A minor but felicitous contribution to the English language from this period is the word sunbeam, which is believed to have entered English in the 9th century through the work of Alfred the Great. A scholar as well as a king, Alfred undertook and oversaw the translation of a number of Latin works into the English of his time, now known as Old English. Among these was The Ecclesiastical History of the English People, a work composed by the Venerable Bede. The Latin phrase columna lcis, which we would today translate as “a column of light,” occurs several times in this work. Since the Old English translator did not have the word column in his vocabulary, he used bam, which meant “a tree” or “a building post made from a tree” (our modern word beam). Columna lcis thus became sunnebem, or “sun post,” which survives as our sunbeam. Though perhaps less stately than “column of light,” sunbeam has brightened our language. From it the word beam alone came to mean “a ray or rays of light” it subsequently became a verb meaning “to radiate.” It now allows us not only to beam with pride or happiness but also to beam our broadcasts around the earth and even to the stars.

domingo, abril 02, 2006

vandinha frankenstein finalmente saiu de casa.
ela queria encontrar as amiguinhas e encontrou.
queria dançar e dançou.
e se portou muito bem.
riu bastante tb!

quinta-feira, março 30, 2006

palavra do dia (de ontem e de hj):
boyband.

bem polêmica.
mas nada que o kenji e a wikipedia não consigam definir.

o texto que saiu na lecool/madrid da semana passada:

23 Marzo 2006

Concierto The (International) Noise Conspiracy

Vienen de la gélida Suecia, van en uniforme y amenazan con provocarte ruido interno durante el resto de tu vida adulta. Inspirados por una cita de Phil Ochs, “el grupo de rock perfecto sería una combinación de Elvis y Che Guevara”, The (Internacional) Noise Conspiracy utilizan su música para atacar el capitalismo tomando la idea universal de la cultura popular y moldeando su base para ofrecer mensajes de resistencia. Sí, suena bien, pero yo oí al grupo por primera vez en la MTV tras un anuncio de M&M’s (se derriten en tu boca, recuerda). Es difícil no caer en el cinismo cuando se escuchan propuestas como esta; tal vez sea precisamente este cinismo el que impida oír mensajes que merezcan la pena. No sé, a mí el chocolate me gusta…/Jorge R-Escudero

DÓNDE
Sala Copérnico. c/ Fernández de los Ríos, 67

CUÁNDO
23-03-2006. 21'00h

CUÁNTO
15€ anticipada / 18€ taquilla

quarta-feira, março 29, 2006

umas notinhas e um textão


* aliviada.

* alguém com tpm? quem? ninguém? é, acho que sim.

* duas dicas:
- the international noise conspiracy (com sorte o site abre). não me lembro como cheguei neles
(update: foi através da lecool de madrid). lançaram um ep chamado captalism stole my virginity. em outros discos têm músicas como sleeping pills, ready steady go!, born into a mess, abolish work. são da suécia. se eu conseguir algum disco completo, coloco no mercado.
- the shondes. descoberta por 220v. e são do brooklyn.


* tinha um monte de coisas pra escrever. sobre os tempos e tal. aí não tive tempo, depois perdi a vontade mesmo, deu preguiça. mas acho que agora tá dando vontade de novo.
foi mais ou menos assim.

um dia, na semana passada, eu vi umas coisas no espelho. e não gostei.
no dia seguinte, eu vi mais uma coisa. tá, eu procurei, mas isso não vem ao caso.
o que importa é que eu comecei a ficar preocupada com o tempo. o cronológico, não o meteorológico, como eu já disse pra alguém (ou seria ninguém?).

até que fui à ginecologista (e todo mundo que lê isso aqui já sabe, né?)
e enquanto esperava a consulta, uma paciente respondia algumas perguntas à secretária.
"data de nascimento?" 01/07/66.
aí eu olhei beeem pra mulher, exatamente 10 anos mais velha que eu. e fiquei horrorizada e mais preocupada do que eu já estava.
me falaram que era bobagem e eu sei que era, que passaria. mas eu não sabia que seria tão rápido.

no fim de semana conheci uma senhora de 97 anos. e fiquei meio com vergonha pelas coisas que me encheram a cabeça dias antes. mas a vergonha passou tb.
ela disse que é meio surda, meio cega, mas não muda.
me mostrou, timidamente, como se dançava o foxtrot, que ela viu chegar ao brasil.
falou da rosa príncipe negro.
e se empolgou toda com a possibilidade de passar uns dias numa praia no sul da bahia. disse pra eu tirar umas fotos de como sou hj, pq qdo voltar (é que eu vou tb, sabe?), ninguém vai acreditar que eu possa ter sido branquinha um dia.
praticamente uma inventora de slogans. fez vários em pouco tempo.

a preocupação vai e volta.
e eu acho que vai ser sempre assim.

quinta-feira, março 23, 2006

"Desconfie sempre do idealista que lucra com o seu ideal"
Millôr Fernandes

quarta-feira, março 22, 2006

pretty on the inside

minha ginecologista que me disse.

gosto de gente atenciosa.

no dia 05 desse mês eu escrevi que queria saber a origem da palavra mentira (aqui).
kk leu e sugeriu que eu escrevesse pro sérgio rodrigues, nomínimo.
escrevi e ontem ele me mandou uma resposta:

Fernanda, cara,
Desculpe a demora na resposta. A origem de mentira não tem muita graça, lamento. É certo que vem do latim 'mentire' (mentir, faltar com a verdade). A única coisa meio nebulosa na palavra é como chegou a ganhar essa terminação "ira", que soa meio estranha. Talvez seja uma variação de "mentida".
Espero ter ajudado.
Um abraço,
Sérgio

bom, eu não tava mesmo procurando graça, só queria saber qdo, como e pq surgiu a necessidade de dar um nome a essa coisa. de qualquer jeito, achei muito simpática a atenção dele!


++++++++

paga-língua:

só pq ontem eu fui falar que odiava ser acordada por causa de barulhos alheios, isso me aconteceu hj. e eu não consegui dormir mais. que maravilha.

++++++++

mais duas coisas que eu odeio (e nenhuma que eu adoro):

- que falem de mim de maneira irônica e pejorativa (olha o ego...);
- que fiquem escutando minha conversa ao telefone.

não foram indiretas, muito pelo contrário.
mas eu sei que a pessoa que faz essas coisas não lê isso aqui.
e eu não quero conversar sobre isso.

terça-feira, março 21, 2006

séries

1) não ouvi e não gostei:
os novos cds da m.m.
mas alguém ouviu (pelo menos 1 deles) e tb não gostou.

2) eu confundo, é grave?:
lusíadas e ilíada.

3) três coisas que eu odeio e uma que eu adoro:
- que me deleguem coisas;
- passas;
- acordar com barulho alheio.
- assistir a viagem, depois do almoço, tomando café.

domingo, março 19, 2006

e então?

vi pedaços desse documentário - Falcão, meninos do tráfico - no fantástico.
já tava escrevendo um monte aqui, mas desisti.

PELO DIREITO DE NÃO SAIR DE CASA.

e não ser recriminada por isso.
humpf.

praticamente no repeat mental:


albion

down in Albion
they’re black and blue
but we don’t talk about that
are you from round here?
how do you do
I’d like to talk about that

talk over
gin in teacups and
leaves on the lawn
violence in bus stops
and pale thin girl with eyes forlorn

gin in teacups and
leaves on the lawn
violence in dole queue's
and pale thin girl behind the checkout

but if you're looking for a cheap sort
that’s in false anticipation
i'll be waiting in the photo booth at the underground station
so, come away, wont you come away
we’ll go to deptford, catford, watford, Digbeth, Mansfield,
anywhere in Albion

oh yellowing classics and
canons at dawn
coffee wallows and pith helmets
and oh an English sun

oh reebok classics and
canons at dawn
Terrible warloads, good warloads
and oh an English sun

but if you're looking for a cheap tart
that’s glint with perspiration
theres a four mile queue outside the dissused power station
ah come away, wont you come away
Satsworth, Senford, Weovil, Woomoyle, NEW-CAST-LE
ah anywhere
but if you're looking for a cheap sort
that’s glint with perspiration
i'll be waiting in the photo booth at the underground station
ah come away, wont you come away
we’ll go to anywhere in albion

We'll go to...
Bedtown, Oldham, Nunthorpe, Rowlam, Bristol
Aaa-nywhere in Albion

Anywhere in Albion
Anywhere in Albion
Anywhere in Albion
Anywhere in Albion...

perdi mtos fãs nos últimos dias.
nossa, e tô tão preocupada.
mas tão.

@&@&@&@&@&@&@

depois de não sei quantos anos (põe ano nisso) tive uma aula que não era pra débil mental.
deu até um alívio.

@&@&@&@&@&@&@

perdi o caldeirão do hulk ontem. fico puta qdo não vejo o pulsação.
em compensação, fui passear num subúrbio da capital.

@&@&@&@&@&@&@

vi, finalmente, adeus lenin.
e adorei.
muito mesmo.
a coisa da construção das realidades, o relativismo, a verdade e tal.

@&@&@&@&@&@&@

countdown: ...25...

quinta-feira, março 16, 2006

odeio o mcdonalds e o whataburguer.
com muuuuuita força.

consumo, daqui:















+*+*+*+*+*+*+*+*+*+

sonhos:
- eu tava no casamento de alguém, mas com a irmã errada. gal disse que isso é coisa de nelson rodrigues. é, deve ser. eu usava uma bota branca até os joelhos. coisa linda.
e eu tinha sido a responsável pelo bolo da festa. bolo bolo, de comer. e assim, meio sem querer, eu estraguei tudo. mas fiz cara de santa o tempo todo. e a noiva veio falar comigo, dando uma de simpática. o evento era bem teatral. tinha um monte de fotógrafos, atores, essa turminha toda.
- tava nos eua. mermão caçula era menininho ainda. road movie dream total. e tinha um monte de supermercados tb. mas aí eu já tava aqui e conversava com a moça do caixa sobre a transformação dos champion em carrefour. e ela meio que dizia que isso já era notícia velha. o carrefour ia sair do brasil e ninguém sabia o que poderia acontecer.
- tava na padaria. querendo comprar uma sombra rosa choque cintilante com rajadas de azul. me disseram que, por causa do glamour da maquiagem, era um sonho indie. não concordo. aí o dono da padaria disse que no domingo teria uma promoção especial na seção de maquiagem, com a presença da patty shopping e suas performances pra animar o lugar. claro que eu não comprei, preferi esperar o domingo chegar, mesmo sabendo que ia me dar preguiça e eu acabaria não indo.

+*+*+*+*+*+*+*+*+*+

narcoléptica, nomínimo.

quarta-feira, março 15, 2006

de volta à vida de estudante ou uma manhã na ufmg ou como é bom dormir quando chove:

- ônibus que demoram;
- e que dão muuuuito sono;
- fila pra pegar papel pra pagar;
- chuva pra ir a pé ao banco;
- com uma calça arrastando pelo chão;
- fila enorme pra pagar o tal papel;
- pq eu não quero ter conta em mais um banco;
- chuva pára;
- volta a pé, com a calça arrastando pelo chão enlamaçado;
- aí me lembram que eu tenho que tirar xerox;
- xerox de 9 centavos que viram 10;
- é de grão em grão que a galinha enche o papo;
- terrorismo da moça que tava com fome;
- boa vontade do moço que, aparentemente, mandava na moça;
- eu avisando a todo mundo que entrava no auditório: agora, só depois de 1h;
- pq o moço de boa vontade me pediu pra fazer isso;
- até que entra uma loira de mau humor e eu faço o anúncio a ela;
- e ela diz, com cara de quem queria me matar: "eu trabalho aqui";
- eu começo a rir na cara dela;
- descubro que ela é o "meu amor" do moço de boa vontade;
- detalhe: chama sheila;
- se bem que ela tem cara de scheyllah;
- o moço de boa vontade me dá parabéns, me atende simpaticamente e me deseja sucesso;
- a scheyllah do lado dele, com cara do buraco preto que todo mundo tem;
- fome e sede;
- maquininha: mochaccino;
- tava ruim;
- procuro saber qdo minhas aulas começam e onde serão;
- uma mulher que falava sei lá por onde me informa;
- mais ônibus;
- não foi tão ruim assim.

ó.
acharam as armas roubadas do exército.
nossa, que coisa.

terça-feira, março 14, 2006

textos sobre a ocupação das favelas pelo exército no rio:
- do zuenir ventura, aqui;
- do mário sérgio conti, aqui.
os dois, nominimo.

segunda-feira, março 13, 2006

"Cada bloguista participante tem de enunciar cinco manias suas, hábitos muito pessoais que os diferenciem do comum dos mortais. E além de dar ao público conhecimento dessas particularidades, tem de escolher cinco outros bloguistas para entrarem, igualmente, no jogo, não se esquecendo de deixar nos respectivos blogues aviso do "recrutamento". Ademais, cada participante deve reproduzir este "regulamento" no seu blogue".


- gosto de ver o primeiro e o último capítulos das novelas;

- não consigo olhar pra uma fatia de presunto, um bife ou qq coisa do tipo sem pensar no bicho vivo;

- odeio que encostem no meu nariz, seja pra brincar ou pra irritar mesmo;

- coleciono as caixas - vazias - de remedinhos que eu tomo;

- consigo dormir no ambiente mais barulhento, no lugar mais desconfortável. mas se algum relógio fizer um tictac um pouquinho audível, a missão se torna impossível.


prontinho, woman of affairs!

a intenção era encontrar um fio que ligasse tudo.
ele existe e é fácil de perceber, mas eu não tô com vontade de deixar tudo prontinho.
vão as coisas soltas, então.
na ordem em que me apareceram.

- os chocolates da marina malvada;
- life after death, do david harrisson;
- a simbologia das caveiras, segundo a wikipedia;
- o texto do beckett, do primeiro amor. roubado (daqui):

pessoalmente nada tenho contra os cemitérios, neles passeio com bastante gosto, mais gosto do que em outros lugares, creio, quando sou obrigado a sair. o odor dos cadáveres, que sinto claramente sob o cheiro da grama e do humo, não me é desagradável. um pouco açucarado demais, talvez, um pouco atordoante, mas muito preferível ao dos vivos, das axilas, dos pés, dos cus, dos prepúcios cheios de ceroto e dos óvulos gorados. e quando os restos de meu pai colaboram nesse odor, por modestamente que seja, pouco falta para que me venham lágrimas aos olhos. por mais que se lavem, os vivos, por mais que se perfumem, eles fedem.


domingo, março 12, 2006

juicy and seedless.

pra tentar voltar ao equilíbrio, jogos mortais pra fechar a noite.
pq miss minas gerais com dado dolabela de apresentador seria trash demais.

sábado, março 11, 2006

... like the sunshine...


acabei de ver brilho eterno de novo.


... life is but a dream...

sexta-feira, março 10, 2006

quer participar do novo clipe dos dinamarqueses do junior senior?
pergunte-me como.

quinta-feira, março 09, 2006












o chile
.

me falaram que os chilenos são meio portugueses.
dizem que a sua principal indústria é o turismo, mas em poucos lugares aceitam cartão de crédito internacional.
lá existe uma cidade chamada pomaire, onde foi feito o cartaz acima. (e, aliás, é o nome de um restaurante em nyc).
parece que as frutas são óóótimas.
vc pode escolher pagar o hotel em pesos ou em dólar. em dólar fica mais barato, pq não são incluídas as taxas.
eles têm pavor de argentinos. aparentemente, mais que os brasileiros.
e uma teoria diz que o nome do país significa "o fim do mundo".

acho que é porque não pesquisaram ainda o significado de belUÓrizonte.















achei lindo.
e é da minha amiga rosi!

quarta-feira, março 08, 2006

quase tudo.
graças à woman of affairs, consegui recuperar boa parte.
só perdi mesmo os links. todos.
mas aos poucos coloco tudo (ou quase) de volta.

ah!
e agora na versão "com comentários", graças à kk!

estraguei tudo, é isso.

depois de receber parabéns pelo msn e pelo cel, avisei que no próximo eu perderia a classe.

então veio um por email. e eu me segurei.

e mais um pelo msn.
então eu cumpri minha palavra. mandei um "manocu".

e veio outro. resolvi ignorar.

perco a classe, pero no mucho.

madruguei.

domingo, março 05, 2006

sou da terceira brigada dos fãs de lost.
lúcio ribeiro que disse.

curiosidade:

eu queria saber qdo a palavra mentira foi criada.
etmologia e tal.

prazer amelie poulain:

acordar sozinha em casa, ir pra cozinha ainda com sono, jogar leite condensado na torrada.
e me lambuzar bastante.

sexta-feira, março 03, 2006

"Amar é bom. Amar mesmo soltamente, sem grudar o amor a um objeto, feito rótulo. Nada é melhor do que um fio de amor escorrendo sempre pelo ladrão. Dele, desse fio, desse amor, desse todo, fazem-se belas paixões."

Marina Colansanti, Mulher daqui pra frente, 1981.

financier

na wikipedia:

A financier, sometimes called a friand, is a type of pastry in French cuisine. The financier is a light tea cake, similar to sponge cake, and usually contains almond flour, crushed or ground almonds, or almond flavoring. The basis of the cake itself is beurre noisette (brown butter), egg whites, flour, and powdered sugar. Financiers are often baked in shaped molds. The name "financier" is said to derive from the traditional rectangular mold, which resembles a bar of gold.
Financiers are often served topped with whipped cream, berries, or other fruit, and served accompanied by ice cream or other frozen confections.
Recently, a number of artisanal bakers have begun making non-traditional financiers, using flavorings such as coconut, chocolate, banana, and hazelnut.
Financiers are somewhat similar to madeleines.


curiosidades, no joyofbaking.com:

Trends are unpredictable. Take the two French tea cakes, the Madeleine and the Financier (pronounced fee-nahng-syehr). Similar in that they both use a sponge like mixture that is baked in special molds. Yet in America while the Madeleine enjoys popularity, the Financier remains virtually unknown. Although the Madeleine has its assets, the Financier is easier to make (one bowl and no beating of the eggs), has the added flavor of ground almonds, can be baked in mini muffins pans if you don't own the special molds, and is lovely topped with fresh berries. Maybe the problem is that Proust romanticized the Madeleine in his novel 'Remembrance of Things Past', and not the Financier.

For those unfamiliar with this tea cake it is made from a sponge like batter of beurre noisette (brown butter), egg whites, flour, toasted ground almonds, and powdered sugar. When baked they are soft and springy with a slightly domed top and a lovely golden brown crust. Take a bite and you can taste the moist subtle flavor of butter and almonds. An added bonus is that the batter is easily made as there is no beating of the egg whites. The ingredients are simply mixed together in one bowl. If you don't want to bake the cookies immediately, the batter will hold in the refrigerator for a few days. They are delicious plain but are especially pretty when fresh berries, like raspberries, blueberries, or blackberries are baked on top. If you decide to add the berries they are placed on the top of the batter about halfway through the baking time. This is done to first partially set the batter so the berries will not sink during the rest of the baking time. The traditional Financiers are baked in rectangular molds that are said to resemble bars of gold. The other popular mold is the boat shape (barquette) which I have used. However, both the boat shaped and the rectangular molds can be hard to find in this country so luckily you can just as successfully use small muffin tins.

Don't be put off trying this recipe because it contains beurre noisette, also called brown butter. This is just clarified butter which has been cooked until the milk solids have turned brown and have a rich fragrant nutty flavor. If you really don't want to make the beurre noisette you can make these tea cakes with melted unsalted butter. The tea cakes still taste quite good but will not have the wonderful nutty flavor of the beurre noisette. For more information on making Clarified Butter.

Another point in this recipe. You can use either almond flour (meal) or, if you are unable to find it, make your own by processing blanched whole almonds until finely ground. The almond flour (meal) or whole blanched almonds are toasted in the oven until lightly browned and then left to cool. If you are using the whole toasted almonds, let them cool and then process until finely ground.

Note: It should be mentioned that sometimes Financiers are called Friands (meaning "dainty" or "tasty") which refers to small almond flavored cakes baked in rectangular pans or molds.

Note: For almond flour (www.bakerscatalogue.com). For boat shaped molds (called barquettes) (www.surlatable.com or www.jbprince.com)

e uma receita, do olivier anquier:

Financier
20 unidades
Tempo de preparo: 30 minutos

Ingredientes:
• 200g de farinha de trigo penerada
• 200g de açucar de confeiteiro
• 100g de farinha de amendoas
• 150 de manteiga
• 4 clara de ovos
• sal

Prepare assim:

• Misture em um recipiente a farinha,de trigo, de amêndoas, o açúcar e uma pitada de sal.
• Enquanto a manteiga derrete em fogo baixo numa panela, misture com uma colher de pau as claras na farinha.
• Incorpore a manteiga derretida e distribua ate 3/4 do creme em pequenas formas retangulares previamente untados com manteiga.
• Coloque na parte alta do forno pré-aquecido a 200 graus por 15 minutos. Abaixe para 180 graus e continue o assamento por 5 minutos.

quarta-feira, março 01, 2006

agora eu tenho um banheiro pra chamar de meu.

terça-feira, fevereiro 28, 2006

countdown: 45, .........

segunda-feira, fevereiro 27, 2006

mais nietzsche e menos steven hayes.


48 - Conhecimento da miséria - Talvez nada diferencie tanto as pessoas e as épocas a não ser o grau de conhecimento da miséria: tanto a da alma quanto a do corpo. No que tange a última, talvez nós, homens de hoje, apesar de todas as nossas fragilidades e das nossas enfermidades, sejamos ignorantes e fantasiosos, por falta de uma rica experiência pessoal, e experiência comparada à época do medo - o mais longo período da história - quando o indivíduo devia proteger-se contra a violência, e por isso tornar-se ele mesmo um violento. Nessa época o homem fazia uma copiosa aprendizagem do sofrimento físico e da privação; via-se até no exercício de uma certa crueldade para consigo mesmo e no sofrimento voluntário um recurso necessário à sua conservação; treinava-se então o seu meio para suportar a dor, acrescentando-o até de bom grado, e viam-se os piores suplícios dos outros sem experimentar outro sentimento que não fosse o da própria segurança. Quanto à miséria da alma, continuo a examinar agora se aquele que dela fala a conhece por experiência ou descrição; se julga ser necessário simular o conhecimento dessa miséria, para testemunhar uma certa cultura ou se no fundo da sua alma se recusa a acreditar em todo e qualquer sofrimento; se, quando se designam esses sofrimentos da alma, não se passa nele qualquer coisa de análogo ao que acontece quando lhe falam de grandes sofrimentos físicos: recordam-lhe as suas dores de dente ou de estômago. Assim me parece que sente a maior parte das pessoas. No entanto, ninguém é treinado no sofrimento, nem físico nem moral, ninguém vê uma pessoa sofrer a não ser muito raramente; do que resulta uma consequência muito importante: é que se odeia hoje o sofrimento mais do que antigamente, que dele se diz mais mal do que nunca, e que se vai mesmo ao ponto de já nem sequer lhe poder suportar a idéia: e disso se faz uma questão de consciência e uma censura à sua existência, na sua totalidade. O nascimento de filosofias pessimistas não é de forma alguma indício de terrível sofrimento; o que ocorre é que essas interrogações sobre o valor geral da vida ocorrem em épocas em que o conforto e a facilidade da vida consideram cruéis e demasiado sangrentas as pequenas picadelas de mosquitos, que não se deve evitar nem ao corpo nem à alma, e gostariam, na penúria de autênticas experiências, fazer com que as idéias dolorosas gerais, apareceram como um sofrimento de espécie superior. Existitia realmente um remédio a indicar contra as filosofias pessimistas e o excesso de sensibilidade que me parece ser a verdadeira "miséria dos tempos presentes"... mas, talvez essa receita parecesse demasiado cruel; teriam de a classificar, sem dúvida nenhuma, no número dos sintomas em que se baseiam agora para considerar que "a existência é algo ruim". Pois bem! O remédio contra "a miséria" é: a miséria.

A Gaia Ciência
Friedrich Nietzsche
escrito entre 1881-1887
ed. Martin Claret
págs 66-67



*** pq na veja (?) dessa semana tem isso:

Entrevista
Não fuja da dor
Para um dos psicólogos mais polêmicos dos Estados Unidos, Steven Hayes, é preciso aceitar a tristeza, porque felicidade não é normal. "As artimanhas que usamos para escapar da aflição nos desviam de nossos objetivos de vida. E é por eles que devemos viver", diz.

3 coisas que eu gosto e 2 que eu odeio:

- gosto de mudar;
- gosto (na verdade, numa hiper crise adolescente, eu meeeeega coração) do the cure;
- gosto de formigas;

- odeio gosto de cabelo na boca (sim, há exceções momentâneas);
- odeio carnaval, o seu espírito de festa, suas cabrochas na avenida, o churrasquinho podro...

sexta-feira, fevereiro 17, 2006

gosto dessa música:

Add it Up (Violent Femmes)

Day after day, I will walk, and I will play.
But the day, after today, I will stop, and I will start.

Why can't I get just one kiss?
Why can't I get just one kiss?
Believe me there's somethings I wouldn't miss,
but I look at your pants and I need a kiss.

Why can't I get just one screw?
Why can't I get just one screw?
Baby I know what to do,
but something won't let me make love to you.

Why can't I get just one fuck?
Why can't I get just one fuck?
Guess its' got something to do with luck,
but I've waited my whole life for just one...

Day after day I get angry and I will say
that the day is in my sight,
take a vow to say good night.
Oh ma ma ma ma mo ma mum
Have you kept an eye, and eye on your son.
I know you've got problems,
Your not the only one, when your sugar left
he left you on run.

Oh ma ma ma ma mo ma mum
Take a look now at what your boy has done.
He's walking around like he's number one.
He went downtown and got him a gun.

Don't shoot shoot shoot that thing at me.
Don't shoot shoot shoot that thing at me.
You know you've got my sympathy, but
don't shoot shoot shoot that thing at me.

Don't shoot shoot shoot that thing at me.
Don't shoot shoot shoot that thing at me.
You know you've got my sympathy. but
don't shoot shoot shoot that thing at me.

Looking down kitchen at the top of stairs
can I mix in with your affairs?
Share a smoke, make a joke,
grasp and reach for a leg of hope.

Words to memorize, words hypnotize,
words make my mother exercise.
Words all fail the magic prize,
nothing I can say when I am in your thighs.

Oh mo ma ma ma ma mo ma mother
I would love to love you lover.
The city's restless, its ready to pounce.
When I'm in your bedroom ounce for ounce.

I fear for you decisions to make,
things to lose things to take.
Jessie's about ready to cut it up,
she said wait a minute honey gonna add it up.

clockwork orange dream

hj eu tive um dos sonhos mais malucos da minha vida.
talvez o mais.

nem tem como explicar.
muitos sentidos, desejos, tudo.

inesquecível por um bom tempo.

terça-feira, fevereiro 14, 2006

eu confundo fluxus com krisis.
será que é grave?

segunda-feira, fevereiro 06, 2006

06 de fevereiro de 2006.
por Bárbara Abramo, no Urânia, do Uol:


Câncer

Manter horário para descansar e relaxar, entre os picos de trabalho, é algo que você faz bem em fazer -- por conta das oscilações emocionais, do sentimento de estar inadequado na cena mundana*... Se possível, medite, estude um tema que lhe agrade, canalize sua criatividade em atividades manuais.


+++

é, preciso mesmo descansar entre os picos de trabalho.
* nem idéia do que seja isso.
é, atividades manuais. digitais tb, né?

terça-feira, janeiro 31, 2006


all i need,
right now.

em todos os sentidos.

segunda-feira, janeiro 30, 2006

Friday, January 27, 2006

Personalizing Depression Drugs

New genetic tests can help doctors select the best medication for each patient.

By Emily Singer


People diagnosed with clinical depression face a rough road to recovery. Many spend weeks, months, or even years trying different antidepressants in hopes of finding the right medication -- one that cures their depression without insomnia, headaches, or other side effects.

Now two new kinds of genetic tests, one already available and one several years away, could help doctors and patients avoid this wearisome process.

"It's very difficult to have to take a drug for weeks, then get off it and try a new one," says Julio Licinio, a psychiatrist who studies the genetics of depression at the University of California, Los Angeles. "If we had any kind of marker that would tell us which person would respond to which drug, treatment would be much more efficient than it is now."

Psychiatrists in the United States recently got a new set of tools to match the drug to the patient: genetic tests that can predict if a person will have side effects with a particular drug.

One such test, made by Swiss-based Roche Diagnostics, was approved by the U.S. Food and Drug Administration in January 2005 and was recently made available to doctors. The Roche test detects genetic variants for two enzymes involved in the break down of 25 percent of prescription drugs, including pain medications, beta-blockers, and antidepressants. Someone who has a form of the enzyme that breaks down a drug slowly is more likely to experience side effects at the standard dose because the drug builds up in the body. At the other extreme, someone who has a form of the enzyme that breaks down the drug very quickly may not have the medicine in the body long enough to do its job.

[Click here to view an image of the Roche tester.]

Experts predict that one of the major potential uses for the test will be in treating depression, because people react so variably to different antidepressants, and side effects are one of the main reasons people stop these drugs.

This test is one of the first attempts to take personalized medication to the clinic," says Jose de Leon, a psychiatrist at the University of Kentucky in Lexington, who is studying the effectiveness of these tests. Specifically, he found that people with a mutation in one of these enzymes were more likely to stop taking the drug risperidone, an antipsychotic, because of adverse effects. He's now working with Roche to see how efficient and cost effective the tests are in psychiatric hospitals.

While the test is commercially available, few doctors are using it yet. David Mrazek, chair of the psychiatry department at the Mayo Clinic in Rochester, MN, started using a version of the test in 2003, after studying it in his clinic. "As more clinicians understand the potential benefit, I think it will be used more," says Mrazek.

The Roche test predicts who will experience side effects with a particular drug; but scientists are also searching for a trickier diagnostic: a genetic marker that can predict which drug will relieve depression most effectively in a particular patient.

Peter McGuffin, director of the Social, Genetic & Developmental Psychiatry Centre at the Institute of Psychiatry in London, is running a large, multicenter trial of 1,000 patients taking either citalopram, an antidepressant that acts on the neurotransmitter serotonin, or nortriptyline, which acts on the neurotransmitter norepinephrine.

Scientists are searching for genetic variations in the serotonin or norepinephrine pathways that predict how well a person responds to each drug. McGuffin and collaborators also plan to run a whole genome scan on each patient to search for genes outside these pathways that may also play a role in drug response to these two antidepressants. Experts say patients can expect to see tests derived from this type of trial in five to ten years.

Although the study is only partly completed, McGuffin has already had some success. His team confirmed that a variation in the gene for the serotonin transporter makes people less likely to respond to serotonin-based antidepressants.

Some drug companies are already starting to incorporate genetic testing into their drug development process. Clinical Data, a diagnostics and therapeutics company based in Newton, MA, announced plans this week for a clinical trial of a novel antidepressant that acts on the serotonin system. The drug failed earlier clinical trials; but Clinical Data researchers plan to develop a diagnostic test to identify a subset of people who do respond to the drug. If successful, the test would be marketed along with the drug.

Indeed, searching for genes that predict who will respond to a drug may actually be a more effective way to study depression than searching for genes that are implicated in the diseases itself, according to Steven Hamilton, a psychiatrist and geneticist at the University of California, San Francisco, who is involved in a large-scale study of depression in the United States. It is simpler, he says, to look for genes involved in drug response than at the complex genetic and environmental factors implicated in depression.

Caption for home page image: The AmpliChip CYP450 Test analyzes variations in two genes that play a major role in the metabolism of many widely prescribed drugs. Image courtesy of Roche Diagnostics.

(fonte)

domingo, janeiro 29, 2006

ah.
e aconteceu o que eu queria, mas não vai dar pra participar.
carnaval na obra. e na mudança.

discussão da semana passada:

a fidelidade é ou não um conceito imposto pela sociedade?

sexta-feira, janeiro 20, 2006

tenho menos de 10 dias pra resolver uma coisa.
aconteceu o que eu queria.
agora só resta saber se eu vou conseguir participar dela.
ai, nem tô acreditando.

quinta-feira, janeiro 19, 2006

e quem foi que disse que alguém tem que ter um objetivo na vida?

acordar ao meio-dia é um dos meus, mesmo que eu saiba que não durará pra sempre.
se isso incomoda alguém, focófi.
getalife.

sábado, janeiro 14, 2006

eureka!




Entrevista
O economista Paulo Guedes, de 55 anos, afirma que o Brasil precisa de mais capitalismo para crescer e que a social-democracia não tem condições de levar o país à frente. "O capitalismo global está redistribuindo riqueza. Mas, no Brasil, quem vê o salário caindo e o juro lá em cima diz: é culpa do neoliberalismo", diz ele.


{fonte: próxima (não)veja.}

segunda-feira, janeiro 02, 2006

coisas belas e sujas


eu ia fazer uma listinha das coisas boas e das ruins que aconteceram ano passado.
mas fiquei com preguiça, pra variar.
vai no geral então.

- a temporada em jax: traumalizante, mas passou. e toda vez que eu ouvir only, do nin, vou me lembrar daquilo. i just made you up to hurt myself. and it worked. yes, it did!

- a dani é uma fooooooofa, linda e querida. e morde que é uma beleza. é o dna em ação!

- eu coração nyc. pra sempre e sempre. sem palavras.

- perdi meu tio jacaré e tava longe dele e de um monte de gente. e chorei demais por isso.

- e por mais um monte de coisas.

- voltei com remedinhos.

- fiquei confusa, mto confusa. mais que o natural.

- e aí, por acaso, tudo mudou. mas não vou entrar em detalhes aqui.